Bárbara Fernandes  

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Olimpic Games - A luta das mulheres pelo pódio e pelo espaço olímpico

Sexta-Feira, 5 de Agosto de 2016
Marcador: Olimpic Games Publicado por: Bárbara

Escrevi essa reportagem há um mês mais ou menos para a disciplina de Leitura e Produção de Texto, na minha faculdade e acho que é muito válido compartilhá-la com vocês nesse momento. A partir desse post vou fazer alguns outros dentro da tag #olimpicgames, espero que vocês gostem!

 

     Os Jogos Olímpicos modernos que conhecemos hoje, são inspirados nos antigos jogos gregos. Em sua primeira edição, realizada em Atenas em 1896, não havia sequer uma mulher entre os quase 300 atletas. Segundo o idealizador, Pierre de Frédy (Barão de Coubertin), os esportes praticados por elas eram contrários às “leis da natureza”. Porém, quatro anos mais tarde, em sua segunda edição – realizada em Paris, o evento já contou com a presença de mulheres, ainda que de forma bastante inexpressiva (2%). O nome que entrou para a história foi o da tenista britânica Charlotte Cooper, campeã nas competições individuais e mistas (primeira mulher a conquistar uma medalha olímpica).

Charlotte Cooper no torneio de Wimbledon (Foto: Getty Images)

 

     Na edição de 1928, em Amsterdã, as mulheres somavam 10% dos atletas e apenas na última edição, em 2012, sediada em Londres, foi que as mulheres pela primeira vez competiram em todas as modalidades nas quais os homens estavam presentes. Na realidade, elas os ultrapassaram, tendo em vista que eles não competiram no nado sincronizado e na ginástica rítmica. Para o Brasil, o jogo virou em 1932, com a nadadora Maria Lenk – primeira brasileira a disputar os Jogos Olímpicos.

 

     Entretanto, o progresso feminino não pode ocultar o fato que, durante muitas décadas, as mulheres sofreram humilhações no decorrer desse processo. Até 1968, as mulheres deveriam ficar nuas diante de um conjunto de examinadores para atestar que elas eram, de fato, “mulheres”. Isso tudo para verificar se não havia homens infiltrados, os quais, em tese, poderiam ganhar das mulheres com mais facilidade. Assim, nos cabe questionar se, mesmo com aproximadamente 42% das mulheres distribuídas entre todas as modalidades olímpicas, conseguimos superar as discriminações de gênero que marcam as trajetórias dessas atletas.

Maurren Maggi em Pequim (Wander Roberto/ Acervo COB )

 

     A lista oficial de atletas Rio 2016 já foi divulgada. Mais de 10 mil atletas competiram para fazer parte desse grande evento; a disputa pelas vagas foi iniciada em 2014 e foi finalizada pouco antes do início dos jogos. Contudo, a expectativa em torno dos esportes femininos só aumenta, uma vez que nos últimos anos as atletas brasileiras conquistaram feitos históricos, confirmando mais do que nunca, que estão na briga por uma medalha. Foco para: handebol feminino – com Eduarda Amorim e Alê Nascimento, vôlei feminino, futebol feminino, atletismo – com Fabiana Murer, judô – com Mayra Aguiar, natação – com Etiene Medeiros, além da vela, remo, boxe, luta olímpica, taekwondo e vôlei de praia. Muita sorte às nossas atletas!

 







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