Bárbara Fernandes  

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Marcador: moda, spwf

 Em sua 42ª edição, o evento recebeu em sua passarela o espelho do povo brasileiro e sua diversidade

Por: Bárbara Fernandes

 
    Caracterizadas pelo clássico padrão estético, as semanas de moda ao redor do mundo sempre apresentaram em suas passarelas, modelos altas, magras e dentro de todas as medidas impostas pelo mundo da moda. Porém, a São Paulo Fashion Week (SPFW) já há tempos apresenta algumas peculiaridades: foi a primeira a transmitir desfiles ao vivo, a primeira a se preocupar com a questão da sustentabilidade e do consumo consciente, e sempre exigiu que todos os desfiles possuíssem afrodescendentes e indígenas nos castings.

Imagem: Divulgação

 

    Para sua edição desse ano, algumas marcas fugiram do comum e trouxeram a questão da representatividade, tema recorrente em nossa sociedade, para dentro desse universo. Por instantes, o evento deixou de ser um acontecimento elitista e passou a dar voz a diversidade.

    A começar pelo desfile de estreia da marca LAB – braço fashion da grife Laboratório Fantasma, criada pelos irmãos rappers, Emicida e Evandro Fióti – que trouxe em seu casting 90% de modelos negros, outros pluz size, cabelos black powers e também um portador de vitiligo. Segundo Emicida, "Fiz com a passarela o que eles fizeram com a cadeia e com a favela. Enchi de preto". A coleção intitulada “Yasuke” (samurai negro que rompeu paradigmas no séc. XVI) teve direção criativa de João Pimenta e apresentou a moda street style com a incorporação de elementos da cultura japonesa e africana.

Celebração da cultura afro e do rap nacional, o desfile contou com apresentação ao vivo dos rappers - Foto: Charles Naseh

 

“Entende-se a beleza de uma maneira pobre, a gente quis enriquecer isso, colocar pessoas que encontro na calçada todos os dias. A gente perde quando não reconhece essa beleza” disse Emicida.

 

    Outro destaque do evento vai para Ronaldo Fraga, que convocou 28 transexuais para cruzar a passarela com suas criações. O estilista mineiro aproveitou do evento internacional e do tema de sua coleção, “El Dia Que Me Quieras”, para o verão de 2017 para escancarar uma absurda realidade: o Brasil é o país com o maior número de assassinatos de transgêneros em todo mundo. Segundo sua assessoria de imprensa, o estilista procurou celebrar a vida, a liberdade e a diversidade do ser humano, além de homenagear a população trans.

Foto: Marcelo Soubhia/Agência Fotosite

 

    "Ronaldo deu voz a quem não tem voz, deu visibilidade a pessoas que são invisíveis. Todas as modelos do desfile eram trans e puderam contar uma história independente do seu gêner. Então elas mostraram uma roupa com beleza, feminilidade e dignidade, como qualquer outra modelo faz. Foi muito lindo", disse a top Carol Marra, que teve esse como seu último desfile da carreira.

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Marcador: Olimpic Games

     Como mostrado no post anterior, as dificuldades enfrentadas pelas mulheres dentro dos Jogos Olímpicos sempre foram enormes – passando pela discrepância numérica, em relação a atletas e modalidades, até humilhação e discriminação. As mudanças aconteceram aos poucos para finalmente chegar à participação que se tem hoje.

     Aliando a temática feminista ao acontecimento das Olimpíadas em nosso país, selecionei 08 mulheres que fizeram história no decorrer desses anos para vocês conhecerem: 

Charlotte Cooper


    Campeã nas competições individuais e mistas, ela foi a primeira mulher a levar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. A tenista britânica alcançou a façanha nas Olimpíadas de Paris 1900.

    Um detalhe: quatro anos antes do evento, Charlotte perdeu a audição.

         

(Foto: GettyImages/Hulton Archive/ Stringer)

(Foto: GettyImages/ Keystone / Stringer)

 

Larissa Latynina


   Larissa é a mulher mais premiada na história dos Jogos. A ginasta é natural da Ucrânia e participou da equipe nacional soviética. Chegou ao pódio 18 vezes em três edições das Olimpíadas: Melbourne 1956, Roma 1960 e Tóquio 1964. Sua marca só foi superada em Londres 2012, quando o nadador Michael Phelps atingiu 22 medalhas olímpicas.

     

Maria Lenk


    Brasileira - natural de São Paulo - Maria Lenk foi a primeira atleta sul-americana a participar de uma Olimpíada, em Los Angeles 1932. Apesar de não conseguir nenhuma medalha, seu legado é tão grande que hoje a principal competição nacional da modalidade leva o seu nome, além do complexo também com seu nome no Rio de Janeiro. Ela é a única brasileira no Hall da Fama da Natação, em Fort Lauderdale, na Flórida.

         

 

 

(Foto: GettyImages/ Jerry Cooke)

 

Nadia Comaneci


    Nadia foi eleita a maior atleta do século 20 pelo Comitê Olímpico Internacional. Natural da Romênia, ela conquistou com apenas 14 anos a primeira nota 10 da história da ginástica, nas Olimpíadas de Montrel 1976. Ainda no mesmo ano, ela repetiu o feito em outras seis oportunidades, o que lhe rendeu cinco medalhas olímpicas – três de ouro. Em Moscou, quatro anos depois, Nadia conquistou outros dois ouros e duas pratas.

 

Aída dos Santos


    Aída dos Santos foi a única mulher da delegação brasileira nas Olimpíadas de Tóquio 1964. A atleta natural de Niterói viajou sem técnico, sem tênis e sem uniforme e mesmo assim conseguiu um inédito quarto lugar no salto em altura. Depois do feito histórico, Aída foi cortada da seleção às vésperas dos Jogos Olímpicos 1972 por ter feito críticas ao comitê olímpico.

         

(Foto: Arquivo Folha)

(Foto: GettyImages/ Ullstein Bild)

 

Liselott Linsenhoff


    A alemã foi a primeira mulher a vencer uma prova contra os homens, na competição de adestramento individual - no hipismo. Liselott realizou a façanha nas Olimpíadas de Munique 1972.

    

Nawal El Moutawakel


    Nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, a marroquina Nawal El Moutawakel foi a primeira mulher africana e muçulmana campeã olímpica da história, após vencer os 400m com barreiras do atletismo. O rei do Marrocos, como forma de homenagem e agradecimento, decretou que as meninas nascidas naquela data seriam batizadas com seu nome.

         

 

(Foto: GettyImages/ Tony Duffy / Staff)

(Foto: GettyImages/ Doug Pensinger / Staff)

 

Sandra Pires e Jacqueline Silva


   A primeira medalha olímpica feminina brasileira veio em forma de dobradinha. Sandra Pires e Jacqueline Silva conquistaram o primeiro ouro brasileiro após vencer a final contra outra dupla também do Brasil (Adriana Samuel e Mônica Rodrigues) no vôlei de praia nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996.

 

 

 

 

 

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Marcador: Olimpic Games

Escrevi essa reportagem há um mês mais ou menos para a disciplina de Leitura e Produção de Texto, na minha faculdade e acho que é muito válido compartilhá-la com vocês nesse momento. A partir desse post vou fazer alguns outros dentro da tag #olimpicgames, espero que vocês gostem!

 

     Os Jogos Olímpicos modernos que conhecemos hoje, são inspirados nos antigos jogos gregos. Em sua primeira edição, realizada em Atenas em 1896, não havia sequer uma mulher entre os quase 300 atletas. Segundo o idealizador, Pierre de Frédy (Barão de Coubertin), os esportes praticados por elas eram contrários às “leis da natureza”. Porém, quatro anos mais tarde, em sua segunda edição – realizada em Paris, o evento já contou com a presença de mulheres, ainda que de forma bastante inexpressiva (2%). O nome que entrou para a história foi o da tenista britânica Charlotte Cooper, campeã nas competições individuais e mistas (primeira mulher a conquistar uma medalha olímpica).

Charlotte Cooper no torneio de Wimbledon (Foto: Getty Images)

 

     Na edição de 1928, em Amsterdã, as mulheres somavam 10% dos atletas e apenas na última edição, em 2012, sediada em Londres, foi que as mulheres pela primeira vez competiram em todas as modalidades nas quais os homens estavam presentes. Na realidade, elas os ultrapassaram, tendo em vista que eles não competiram no nado sincronizado e na ginástica rítmica. Para o Brasil, o jogo virou em 1932, com a nadadora Maria Lenk – primeira brasileira a disputar os Jogos Olímpicos.

 

     Entretanto, o progresso feminino não pode ocultar o fato que, durante muitas décadas, as mulheres sofreram humilhações no decorrer desse processo. Até 1968, as mulheres deveriam ficar nuas diante de um conjunto de examinadores para atestar que elas eram, de fato, “mulheres”. Isso tudo para verificar se não havia homens infiltrados, os quais, em tese, poderiam ganhar das mulheres com mais facilidade. Assim, nos cabe questionar se, mesmo com aproximadamente 42% das mulheres distribuídas entre todas as modalidades olímpicas, conseguimos superar as discriminações de gênero que marcam as trajetórias dessas atletas.

Maurren Maggi em Pequim (Wander Roberto/ Acervo COB )

 

     A lista oficial de atletas Rio 2016 já foi divulgada. Mais de 10 mil atletas competiram para fazer parte desse grande evento; a disputa pelas vagas foi iniciada em 2014 e foi finalizada pouco antes do início dos jogos. Contudo, a expectativa em torno dos esportes femininos só aumenta, uma vez que nos últimos anos as atletas brasileiras conquistaram feitos históricos, confirmando mais do que nunca, que estão na briga por uma medalha. Foco para: handebol feminino – com Eduarda Amorim e Alê Nascimento, vôlei feminino, futebol feminino, atletismo – com Fabiana Murer, judô – com Mayra Aguiar, natação – com Etiene Medeiros, além da vela, remo, boxe, luta olímpica, taekwondo e vôlei de praia. Muita sorte às nossas atletas!

 

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Marcador: Trend Alert

Olá lindezas! Como vocês estão?


     Minhas promessas que o Blog estaria mais ativo esse ano foram em vão.. Descobri que faculdade não é brincadeira não, minha gente, hahaha. Mas, como agora em Julho eu estou de férias, tentarei aparecer mais por aqui. E para esse post, trouxe uma tendência que está bombando no mundo fashion, uma não, duas.

Foto: Imaxtree

Foto: Imaxtree

      Esqueçam as botas over the knee, a tendência desse vez são as botas de cano médio - super presentes no street style, elas caíram no gosto das fashionistas. O item é super democrático e combina com várias peças de roupa, desde sais, calças e até vestidos (dependendo do modelo). As mulheres mais altas e com pernas finas tem passe livre para usar qualquer modelo com qualquer look, enquanto que aquelas com a canela/batata da perna mais grossa, devem ficar atentas, pois esse modelo aumenta ainda mais essa região.

Foto: Imaxtree

 

Foto: Imaxtree

 

      Esse modelo chega em diversas estampas e materiais, como couro, veludo, animal print e várias texturas. Porém, os holofotes estão todos focados no verniz, que é a segunda tendência do momento, como disse anteriormente. Juntas, essas duas tendências formam o match da estação, ou seja, a combinação perfeita!

     O verniz chegou com tudo: além das botas, ele também está presente nos mocassim, oxfords e até nos clássicos scarpins. É aquele bom e velho "chic sem esforço", mudando instantaneamente a cara da produção. Não sei vocês, mas eu adoro! E não se preocupem, essa trend pode ser usada sem muito esforço, desde looks mais casuais e despojados - inclusive durante o dia - até produções mais fashionistas e produzidas. É literalmente uma aposta que vai do escritório à balada!

         

 

 Foto: Pinterest

 

Espero que vocês tenham gostado!

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Beijinhos, Bá ♥

 

 

 

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Feminista SIM!
26/05/2016
Marcador: feminismo

               Não consigo mais ficar calada. Não consigo mais ver essas atrocidades e não expressar minha opinião. Chegamos em um estágio da sociedade que eu realmente me questiono se há solução. Depois de saber sobre o estupro coletivo que aconteceu no RJ com uma menina de 16 anos achei pertinente escrever esse texto. SIM! Vai ter textão sim, se não tiver afim, pare de ler por aqui.

Vamos deixar claro uma coisa: estupro não é sexo, é mais uma maneira que os homens usam para mostrar “quem é que manda”. Além disso, estupro é violência, tortura e crueldade. E não adianta colocar a culpa na vítima alegando que ela estava bêbada/drogada/com roupas “inadequadas” ou seja lá como. NÃO IMPORTA. Vocês homens, não tem o direito sobre os nossos corpos, vocês NÃO PODEM fazer com eles o que bem entendem.
Segundo, homens estupradores não são – como muitos pensam – doentes e “vítimas do sistema”. Eles planejam suas ações como qualquer outro CRIMINOSO. Ele escolhe seu alvo e faz aquilo por puro prazer e satisfação pessoal. Torturam e fazem das mulheres meros objetos, como se essas não tivessem sentimentos, não tivessem opiniões ou não sentissem DOR.
Terceiro (o que ao meu ver é o mais alarmante de tudo), a sociedade finge não ver, banalizando a situação ao ponto dela se tornar corriqueira. E quando ela é ESCANCARADA pelas feministas – afinal, a mídia só mostra os casos extremos – essas são julgadas (mais uma vez) e acusadas de “querer aparecer à custa dos outros”. Mas não, nós só queremos mostrar uma cultura embutida na sociedade e fazer justiça. Queremos mostrar que isso é real e acontece aos montes para ver se as pessoas se mobilizam e tomam alguma atitude. NÓS NÃO VAMOS NOS CALAR. Vamos defender umas às outras até reverter esse quadro.
Para você, que me conhece, ou conhece alguma outra feminista e acha que isso é bobagem, que somos do “mimimi” e que não temos razão para tal posicionamento: repense, pesquise, se informe. E se você é mulher e diz “o feminismo não me representa”, deixo meu sincero pesar: um dia você precisará de nós, um dia você vai ser assediada – porque todas somos, todos os dias – seja através de um assovio, através de uma “cantada sem má intenção”, seja por uma passada de mão na balada ou por uma atrocidade como o estupro.

Homens, por favor. Não tentem fingir que entendem como nós nos sentimos. Vocês não têm que pensar para se vestir, pois suas pernas amostras não são um símbolo sexual. Vocês não têm que ponderar qual caminho vão fazer, pois seus corpos não são uma ameaça contra vocês mesmos. Vocês não precisam ficar calados, porque nunca serão subjugados, desrespeitados ou violentados.

 

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Bárbara Fernandes

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